Dar aula, ser professor, ser educador: três modos de definir aquele que se atreve a adentrar o espaço da sala de aula. E tudo isso (o que quer que seja) com uma alma aflita, como um poeta crente nos poderes sobrenaturais do desejo.
Ver a violência, a ociosidade, o descrédito, e apenas tentar não ser mais um monstro banal e mesquinho. Crer que a palavra-ato poderá transformar o mundo, pequeno ou grande. Usá-la para não sucumbir ao que não a pode ouvir, a quem não a pode ouvir.
Nem é o cansaço do dia a dor, antes o cansaço da sequência, de Sísifo.
E precisar não desanimar... Precisar não desistir, como um monge procura o Espírito!
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