Por Binho Santos
Bruno R Furlan
Carlos Savasini
Carmem Sanches
Osvaldo Pastorelli
Rosangela Aliberti
Samara Sieber
No dilúvio dos copos
sorriem as espumas
nos cantos da mesa
escorrendo desejos
sortidos e esparsos
aquosos e fluidos
vida líquida
amniótica
correnteza
poço sem fundo
liberdade nos verbos
cruzamento de gestos
olhares, cadências
Dolentes, brisas perpassam as letras ...
Lentas, as frases sem verbos timbram
no papel a hora clara ...
Rara, a aurora da alma deslumbra ...
Rubra, a neve colore o vazio e vive
no umbral das campinas ... umbigo !
Canto de minh’alma, ecoa pelas pradarias
voa livre sem barreiras
até que um dia ...
os copos se quebram
nos rochedos
das angústias.
(19/07/2008)
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