Na fibra da tarde que aguarda o luar,
foi teu o murmúrio que ouvi ao gritar:
amores e cóleras tênues de luz
(e tudo o que dizes é a paz e seduz).
Entanto me matas,
asfixias meu sol,
engasgas o hálito da minha calma:
onde estás quando me persegues?
No meu ventre, nos meus sonhos,
em lugar qualquer da minha alma?
Lambes meus versos, minhas rimas,
minhas verdades, minhas mentiras.
Invades aquilo que eu penso ser
o meu corpo:
mas é a minha alma.
Tenho medo de ti.
Que orgulho, meu amado... Fazer um poema com vc... Um poema a quatro mãos e muito coração.
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