8 de novembro de 2009

APENAS

Apenas uma nuvem, sob o sol da cidade, nos espelhos enrugados dos carros, nos rostos aturdidos da miséria cotidiana... Uma nuvem tingida por um fraco fio de fogo, tecido sobre meus olhos inconsistentes... Ouço músicas duras, músicas dos passos pesados das tardes escurecentes... Uma nuvem tímida domina a noite da cidade... Perdi amores ao longo das avenidas surdas... Mas nunca consigo obter seu perdão... A nuvem some, não há lua alguma entre as faces obscuras do meu desespero...

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