21 de abril de 2008

Poema a quatro mãos (Tyta Dutra e Binho Santos)


Numa mesa, num bar


Sentado entre amigos na mesa do bar,

Poesia, música, besteirol, cerveja, fumaça de cigarro,

Uma proposta: poesia a quatro mãos.

Minhas mãos calejadas

De estar sozinho na noite,

Masturbação do pensar,

Escrever com gosto

O rosto que não há.

Poesia erótica pra atiçar

A mente a mão já aquecida a escrever

O corpo já molhado depois do prazer de escrever,

De degustar as coisas boas da vida:

Os amigos, a bebida,

A poesia, a cançao desta vida,

Esquecer, sem piedade, o corre-corre da avenida.

Amar, sem concessões, os desafios

Desta vida...

Mesmo perdidas, as almas

Se reconhecem...

Aqui estamos... aqui estamos...

Aqui estamos... sem saída.

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