
Minha homenagem a dois grandes amigos que, por uma dessas coincidências somente pela Vida conhecidas, são também dois grandes artesãos do Verbo. Minha forma de celebrar essa ocasião: uma dádiva oferecida por algum ser velado, chame-se ele Destino ou Acaso. O que passou, o que passará: o que passa. Mas a Arte, a qual sempre sobrevive a todas as correntezas...
*********************************************************************************
AGORA
Agora que eras
A sanidade da mente minha;
Clamor que a oração continha;
Ponta de luz revirando o mal;
Eras o bem que em verdade traduzia;
Caminho que a si próprio descobria;
Chance divina do cumprimento cabal;
Eras a ponte entre Deus e minha incerteza;
Salvação da descabia tristeza;
Vida, vontade irracional;
Eras a brisa que o vento trazia;
Taça de sol que o mar oferecia;
Fim de lamento, entorpecer boçal;
Eras o leve que o entardecer previa;
Futuro em que mal não havia;
Afirmação, reinício brutal;
Agora que eras;
E que há eras não és mais;
Agora em que não és;
Há eras;
E agora;
O que és?
Agora?
O que é Agora?
Gabriela Cuzzuol
10 de junho de 2007.
*********************************************************************************
VIRÁ
A saudade, alimento da vontade
que transborda nos poros do desejo
nos transporta aos pilares da verdade
e conspira na falta que não vejo.
O futuro, artesão do sem idade,
sedimenta o passado em azulejo
em paisagem que vive sem bondade,
o de fato é aquilo que eu almejo.
Ao que foi, ao já era, na lembrança
tudo fica do jeito que a criança
que já foi e que busca o que virá.
Ao passado, por tudo que passou
eu não guardo miçangas, pois eu dou
o meu sangue ao que vem, ao que virá.
Carlos Savasini
09 de março de 2008.
Querido amigo,
ResponderExcluirObrigado !
Obrigado !
E obrigado !
Ainda volto para deixar um melhor comentário, afinal hoje o dia não está dos mais poéticos, mas não podia deixar de comentar.
Grande abraço
Carlos Savasini